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Tobis Portuguesa foi adquirida por investidores angolanos

Recentemente, a produtora de cinema Tobis Portuguesa foi adquirida por investidores angolanos pela soma de 7 milhões de euros ao Estado português.
A Tobis é um dos muitos patrimónios Portugueses adcquiridos pelos novos ricos de Angola.
Ler mais no Joranal de Angola :
http://jornaldeangola.sapo.ao/15/25/galp_energia_lidera_lista_de_compras
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Outras fontes de interesse:
http://restosdecoleccao.blogspot.com/
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Jornal de angola noticia sobre a tobis

Cinema - dos tempos que já lá vão

(Note: English version only on the original pdf file - link on the bottom)
Origem: TAAG Newsletter. Texto/text: Miguel Gomes Fotos/photos: Carlos Lousada

As casas de cinema em Angola são referências das
cidades que as acolhem. E são muitas, já que aquele
tipo de infra-estruturas está espalhado um pouco
por todo o país, tendo surgido muito antes ainda da
independência do país, o que permitia às autoridades
coloniais portuguesas levar entretenimento,
mas sobretudo propaganda do regime, às diferentes
regiões. Da história ficam os marcos arquitectónicos,
o gosto pelo espectáculo e as salas multi-usos.

Mas na altura o separatismo era imagem de marca, havendo
como exemplo o que se passava no Cine Benguela, onde chegou
a haver uma zona reservada a indígenas, que não
podiam assistir a todos os filmes. Nos cartazes de muitos filmes
vinha explícito: “Interdito a Indígenas” – uma situação
só viria a desaparecer depois de 1961.
No entanto, torna-se importante destacar a forma de concepção
da construção das casas de cinema. Se, num primeiro
momento, sobretudo em Luanda e Benguela, se investiu
nas salas tradicionais fechadas, na década de 60 apostou-se
no conceito das cine-esplanadas, que se adaptavam muito
melhor aos seus climas quentes.
Mas o surgimento das cine-esplanadas foi também uma
forma de trazer elegância, ainda mais elegância, ao acto de
ir ao cinema. O Cine Miramar constitui um bom exemplo –
situado no alto da encosta com vista para a ilha de Luanda,
com a Marginal a seus pés. Paradoxalmente, hoje o seu telão
está praticamente abandonado, servindo apenas o palco para
acolher alguns concertos e actividades lúdicas, com serviço
de restaurante-bar em esplanada.
É um cenário que se repete em Benguela, onde o exemplo é
o Cine Kalunga – anfiteatro dos anos 60 a céu aberto com as
cadeiras colocadas ao estilo tradicional, rodeado de um bonito
jardim. Porém, nos dias de hoje raramente se exibem longas-
metragens naquela casa. Actualmente apenas se regis-ta um rebuliço,
por conta da música alta das festas juvenis,
espectáculos de moda e do restaurante. Mas pouco ou nada
se verifica em matéria de cinema, de sétima arte...
E se em algumas poucas casas de cinema de Luanda ainda
se vão projectando algumas fitas, as que mais ordenam são
as de filmes de acção, com preferência para actores como
Rambo e Jean-Claude Van Damme, em grandes acrobacias
violentas e fantasiosas. O público é maioritariamente juvenil,
com salas bastante concorridas aos fins-de-semana nos
bairros, onde a preferência também recai para algum
romantismo.
Portanto, é possível constatar que, sobretudo nos subúrbios
da capital, o gosto pelo cinema se mantém entre a juventude
– uma geração nova que vai retratando as suas vivências e
frustrações diárias através da onda de algum “cinema”, feito
por produtores amadores, tendo como pano de fundo o sabor
do estilo musical Kuduro.
Tecnicamente débil...

ler mais aqui (PDF file da TAAG): http://www.taag.com/documents/Austral81Sep_Oct10.pdf

casas de cinema em angola
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