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Cinema - dos tempos que já lá vão

(Note: English version only on the original pdf file - link on the bottom)
Origem: TAAG Newsletter. Texto/text: Miguel Gomes Fotos/photos: Carlos Lousada

As casas de cinema em Angola são referências das
cidades que as acolhem. E são muitas, já que aquele
tipo de infra-estruturas está espalhado um pouco
por todo o país, tendo surgido muito antes ainda da
independência do país, o que permitia às autoridades
coloniais portuguesas levar entretenimento,
mas sobretudo propaganda do regime, às diferentes
regiões. Da história ficam os marcos arquitectónicos,
o gosto pelo espectáculo e as salas multi-usos.

Mas na altura o separatismo era imagem de marca, havendo
como exemplo o que se passava no Cine Benguela, onde chegou
a haver uma zona reservada a indígenas, que não
podiam assistir a todos os filmes. Nos cartazes de muitos filmes
vinha explícito: “Interdito a Indígenas” – uma situação
só viria a desaparecer depois de 1961.
No entanto, torna-se importante destacar a forma de concepção
da construção das casas de cinema. Se, num primeiro
momento, sobretudo em Luanda e Benguela, se investiu
nas salas tradicionais fechadas, na década de 60 apostou-se
no conceito das cine-esplanadas, que se adaptavam muito
melhor aos seus climas quentes.
Mas o surgimento das cine-esplanadas foi também uma
forma de trazer elegância, ainda mais elegância, ao acto de
ir ao cinema. O Cine Miramar constitui um bom exemplo –
situado no alto da encosta com vista para a ilha de Luanda,
com a Marginal a seus pés. Paradoxalmente, hoje o seu telão
está praticamente abandonado, servindo apenas o palco para
acolher alguns concertos e actividades lúdicas, com serviço
de restaurante-bar em esplanada.
É um cenário que se repete em Benguela, onde o exemplo é
o Cine Kalunga – anfiteatro dos anos 60 a céu aberto com as
cadeiras colocadas ao estilo tradicional, rodeado de um bonito
jardim. Porém, nos dias de hoje raramente se exibem longas-
metragens naquela casa. Actualmente apenas se regis-ta um rebuliço,
por conta da música alta das festas juvenis,
espectáculos de moda e do restaurante. Mas pouco ou nada
se verifica em matéria de cinema, de sétima arte...
E se em algumas poucas casas de cinema de Luanda ainda
se vão projectando algumas fitas, as que mais ordenam são
as de filmes de acção, com preferência para actores como
Rambo e Jean-Claude Van Damme, em grandes acrobacias
violentas e fantasiosas. O público é maioritariamente juvenil,
com salas bastante concorridas aos fins-de-semana nos
bairros, onde a preferência também recai para algum
romantismo.
Portanto, é possível constatar que, sobretudo nos subúrbios
da capital, o gosto pelo cinema se mantém entre a juventude
– uma geração nova que vai retratando as suas vivências e
frustrações diárias através da onda de algum “cinema”, feito
por produtores amadores, tendo como pano de fundo o sabor
do estilo musical Kuduro.
Tecnicamente débil...

ler mais aqui (PDF file da TAAG): http://www.taag.com/documents/Austral81Sep_Oct10.pdf

casas de cinema em angola

Gabela quanto ela é bela

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Gabela,
Sede do município de Amboim, na província do Kuanza-Sul, a
Gabela é dominada pelo verdejante morro do Cruzeiro, onde
permanece um velho fortim colonial português, fornecendo
ainda, na estrada que lhe dá acesso, o espectáculo natural
das quedas de água de Binga, no rio Keve.
Foi até aos anos 70 uma das mais prósperas terras angolanas
com as suas plantações de café, que chegou a ter títulos
de um dos melhores do mundo, e floresciam em fazendas
agrícolas constituindo verdadeiras povoações – propriedades
da então toda-poderosa Companhia Angolana de
Agricultura (CADA).
Nos arredores da Gabela, a escassos sete quilómetros,
situa-se a pequena vila Boa Entrada, antiga sede da companhia
CADA, que devido à produção do café (agora abandonado
e seco pelo tempo) era bafejada pelo Caminho de ferro do
Amboim (CFA), construído entre 1923 a 1941, com os comboios
a fazerem o transporte do fruto até Porto Amboim, no
litoral (antes era escoado por caravanas de nativos), com
destino à Holanda, Bélgica, Inglaterra e Estados Unidos.
Mas, segundo registos históricos, o objectivo inicial dos
colonos portugueses não era o café, pois os dois primeiros
homens brancos a chegarem à região em 1888, provenientes
de Porto Amboim, tinham como objectivo abrir uma empresa
de comércio de tecido, cera, marfim e borracha.
Posteriormente, comerciantes, missionários e militares portugueses
apropriaram-se das plantações de café dos nativos
da região, tornando-se em novos proprietários, o que provocou
várias e grandes revoltas. Reza a história que a primeira
revolta aconteceu em 1893, quando foram queimadas fazendas
de café e envenenados os patrões. As outras registaramse
de 1895 a 1896 e em 1917, o que obrigou grande parte dos
portugueses a refugiar-se em Porto Amboim.
Perante a queixa dos colonos de inércia do Governo português
face à denominada “fúria dos indígenas”, intervenções
militares conseguiram conter as revoltas, permitindo que
Norton de Matos, duas vezes governador de Angola
(1912/1915 e 1921/1923) abrisse estradas utilizando mão-deobra
indígena a golpes de enxadas, catanas e picaretas e edificasse
a vila Boa Entrada....
ler mais aqui (pdf): http://www.taag.com/documents/Austral81Sep_Oct10.pdf
Este texto foi originalmente publicado na revista da TAAG n.81 por Carlos Lousada em 2010

Cachoeiras da Binga Angola

Angola Oil - South West Africa's Next Crown Jewel

Angola is a huge country present on the south-west coast of Africa, bordering the South Atlantic Ocean, between Namibia and the Democratic Republic of the Congo.

Oil and gas exploration started in the early 1900’s, but it wasn’t till 1955 that the first onshore commercial discovery was made at the Benfica field in the Kwanza basin. In 1966, the first offshore commercial discovery was made at the Limba field in the Lower Congo Basin. There was restricted exploration activity onshore due to the civil war that engulfed the country for a quarter century, and exploration efforts were more focused offshore.

More: GEOLOGICAL BACKGROUND | RESERVES AND PRODUCTION | EXPLORATION | EXPLORATORY WELLS IN 2011 | Block 15/06 | Angola LNG II Upstream | Other Blocks | FUTURE
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Mergers and Acquisition Review
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