cultura

Mestre Kamosso regressa aos palcos

"A forma como o músico foi localizado é curiosa. A senhora Graciana disse ter encontrado o mestre do hungu a tocar num mercado de rua em Catete, para subsistir. Para a actuação de Mestre Kamosso, a “boa samaritana” ofereceu-lhe, por sugestão do filho, um bubú, uma calça branca e um par de sandálias. Para alegria de muitos Kamosso está de volta."
http://jornaldeangola.sapo.ao/24/0/mestre_kamosso_regressa_aos_palcos
Outras referencias: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Kamosso

mestre kamosso

Primeira carta para um Angolano

Primeira carta para um Angolano

Meu amigo e irmão, filho da nossa mãe Angola, meu conterrâneo que estás fisicamente na Africa.
Aí nasceste, aí permaneceste nesse teu mundo e quem sabe sonhando sobre o que seria se tivesses ido viver para outros mundos...

Do meu lado do planeta digo-te já que não interessa onde vivas, o nosso mundo interior é o único que realmente tem importância.

Se conseguiste manter um mundo interior intacto apesar de todos os contratempos dos últimos 30 anos então conseguiste mais do que a maioria de nós que fomos viver para outros sítios.

Por aqui o frio aperta. Mas também não tenho saudades do calor e da umidade de certas alturas do ano quando aí estava. Por outro lado tenho saudades das chuvas e das trovoadas. E tenho saudades do chilrear dos pássaros pelas tardes... E do que sinto mais saudades ainda é mesmo dos aromas. O aroma do tabaco, do peixe seco, das goiabas, da terra quando molhada, das queimadas, da roupa de quem dormia nas sanzalas à beira da lareira... é mesmo! Ver fotos e filmes na internet não me satisfaz porque me faltam os aromas e serão eles que um dia me farão regressar à terra onde nasci.

Por falar em regressar... não te preocupes, não tens que preparar um quarto para me hospedares. Eu sei que nunca regressarei embora acredite que sim. Acredito que sim porque essa crença é o fio que me mantem vivo. O desejo de regressar um dia faz com que continue mentalmente vivo aguardando o momento de reencontro. Não quero estragar a esperança, que ela fique em mim até ao ultimo suspiro.

Não penses que sou melodramático, pelo contrário. Aceito a vida como ela é.
Mas de vez enquanto penso em ti. E tenho saudades. E te quero escrever, quero-te dizer que sinto a tua falta. Sinto-a porque tu e eu somos parte do mesmo barro, parte da terra vermelha que nos gerou. Tudo o resto são suposições. O barro que nos une é a única realidade que existe.

Saudações fraternais meu conterrâneo.

Se passares por estes lados não te esqueças de avisar para te poder dar um grande abraço

Teu amigo e irmão Tony Araujo

Estamos juntos...
Elan Ku Manqua! »

Original: http://www.mazungue.com/angola/index.php?page=Thread&postID=253894#post2...

Primeira carta para um Angolano por Tony Araujo

Tobis Portuguesa foi adquirida por investidores angolanos

Recentemente, a produtora de cinema Tobis Portuguesa foi adquirida por investidores angolanos pela soma de 7 milhões de euros ao Estado português.
A Tobis é um dos muitos patrimónios Portugueses adcquiridos pelos novos ricos de Angola.
Ler mais no Joranal de Angola :
http://jornaldeangola.sapo.ao/15/25/galp_energia_lidera_lista_de_compras
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Outras fontes de interesse:
http://restosdecoleccao.blogspot.com/
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Jornal de angola noticia sobre a tobis

Cinema - dos tempos que já lá vão

(Note: English version only on the original pdf file - link on the bottom)
Origem: TAAG Newsletter. Texto/text: Miguel Gomes Fotos/photos: Carlos Lousada

As casas de cinema em Angola são referências das
cidades que as acolhem. E são muitas, já que aquele
tipo de infra-estruturas está espalhado um pouco
por todo o país, tendo surgido muito antes ainda da
independência do país, o que permitia às autoridades
coloniais portuguesas levar entretenimento,
mas sobretudo propaganda do regime, às diferentes
regiões. Da história ficam os marcos arquitectónicos,
o gosto pelo espectáculo e as salas multi-usos.

Mas na altura o separatismo era imagem de marca, havendo
como exemplo o que se passava no Cine Benguela, onde chegou
a haver uma zona reservada a indígenas, que não
podiam assistir a todos os filmes. Nos cartazes de muitos filmes
vinha explícito: “Interdito a Indígenas” – uma situação
só viria a desaparecer depois de 1961.
No entanto, torna-se importante destacar a forma de concepção
da construção das casas de cinema. Se, num primeiro
momento, sobretudo em Luanda e Benguela, se investiu
nas salas tradicionais fechadas, na década de 60 apostou-se
no conceito das cine-esplanadas, que se adaptavam muito
melhor aos seus climas quentes.
Mas o surgimento das cine-esplanadas foi também uma
forma de trazer elegância, ainda mais elegância, ao acto de
ir ao cinema. O Cine Miramar constitui um bom exemplo –
situado no alto da encosta com vista para a ilha de Luanda,
com a Marginal a seus pés. Paradoxalmente, hoje o seu telão
está praticamente abandonado, servindo apenas o palco para
acolher alguns concertos e actividades lúdicas, com serviço
de restaurante-bar em esplanada.
É um cenário que se repete em Benguela, onde o exemplo é
o Cine Kalunga – anfiteatro dos anos 60 a céu aberto com as
cadeiras colocadas ao estilo tradicional, rodeado de um bonito
jardim. Porém, nos dias de hoje raramente se exibem longas-
metragens naquela casa. Actualmente apenas se regis-ta um rebuliço,
por conta da música alta das festas juvenis,
espectáculos de moda e do restaurante. Mas pouco ou nada
se verifica em matéria de cinema, de sétima arte...
E se em algumas poucas casas de cinema de Luanda ainda
se vão projectando algumas fitas, as que mais ordenam são
as de filmes de acção, com preferência para actores como
Rambo e Jean-Claude Van Damme, em grandes acrobacias
violentas e fantasiosas. O público é maioritariamente juvenil,
com salas bastante concorridas aos fins-de-semana nos
bairros, onde a preferência também recai para algum
romantismo.
Portanto, é possível constatar que, sobretudo nos subúrbios
da capital, o gosto pelo cinema se mantém entre a juventude
– uma geração nova que vai retratando as suas vivências e
frustrações diárias através da onda de algum “cinema”, feito
por produtores amadores, tendo como pano de fundo o sabor
do estilo musical Kuduro.
Tecnicamente débil...

ler mais aqui (PDF file da TAAG): http://www.taag.com/documents/Austral81Sep_Oct10.pdf

casas de cinema em angola
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